Para a indústria brasileira que faz a conta honestamente e percebe que o IBS/CBS muda o jogo de forma irreversível. Há um caminho — e ele começa com uma decisão difícil.
Nem toda indústria precisa fechar. Mas algumas precisam parar de fingir que vão sobreviver.
A reforma tributária anula benefícios estaduais que sustentaram operações inteiras por três décadas. Para indústrias de margem apertada, isso pode significar fechamento — ou pode significar redesenho. Trabalhamos os dois cenários: encerramento ordenado da indústria existente e reconstrução do negócio como operação de importação e distribuição, capturando benefícios estaduais segmentados por NCM em estados como Santa Catarina, Espírito Santo, Goiás e Minas Gerais.
Análise honesta da operação atual sob o regime IBS/CBS pleno. Quanto da margem desaparece, qual o ponto de equilíbrio real, em quanto tempo. Sem entusiasmo, sem catastrofismo.
Análise NCM a NCM dos regimes estaduais ainda vigentes: TTD em Santa Catarina, FUNDAP no Espírito Santo, Pró-Emprego, FOMENTAR em Goiás, Pró-DF, MG ICMS Indústria. Onde o produto cabe e onde não.
Sourcing, qualidade, contratos com fabricantes chineses, modais logísticos, despacho aduaneiro, regime de drawback quando aplicável. Operação de origem montada em parceria com agentes locais na China.
Desmobilização programada, demissões com plano negociado, liquidação de ativos, encerramento de contratos com fornecedores, baixa de licenças. Sem dívidas trabalhistas, sem passivo escondido.
Adequação do contrato social, eventual mudança de regime tributário, estrutura holding-operacional, possível redomicílio para o estado com melhor benefício, contratos intercompany.
Acompanhamento mensal da operação importadora, manutenção dos regimes especiais, defesa em eventuais autuações estaduais, atualização frente a alterações da reforma durante a transição.
"A reforma tributária não vai matar a indústria brasileira. Vai matar a indústria brasileira que não fizer a conta."
— Sócio fundador, McKenzie
Frentes brasileiras que decorrem da reforma — ou que ficam ainda mais críticas com ela. Tratamos cada uma como projeto autônomo, com diagnóstico próprio e arquitetura sob medida.
A nova lei de preços de transferência consolidou o método arm's length real e descartou o regime de margens fixas. Para grupos com operação cross-border — importação de matéria-prima, royalties, serviços intercompany, financiamento — o impacto é estrutural. Conduzimos o estudo completo: análise de comparáveis, escolha do método, documentação (Local File / Master File / Country-by-Country quando aplicável), e calibragem da política de TP nas demonstrações financeiras.
Estruturamos fundos quando o veículo se justifica pela operação — não pelo modismo. FIDC é a frente em que temos histórico mais profundo: para grupos com carteira de recebíveis relevante (industriais, prestadores B2B, agro). Atendemos também FIP e FII quando faz sentido para o caso. Articulamos administrador, custodiante, gestor, escritório de classificação e estruturador legal — sem vender produto financeiro nenhum.